Gestão
Os criadores da União acreditam que resida no estilo de gestão a maior contribuição que poderiam dar à Instituição e aos seus associados, bem como que seja este um fator preponderante para efeito de se comparar os
resultados obtidos pelas diversas instituições, sejam artísticas ou não.
Mesmo dispondo do seu espaço físico, de bons artistas e mesmo que logre obter apoio de caráter privado e público, dificilmente uma associação seria estável e competitiva sem um bom estilo gerencial. Não seria estável porque para que seja representativa é necessário administrar a diversidade interna, à luz de uma criteriosidade reconhecida como de interesse comum. E não seria competitiva, em relação ao meio externo, se não transmitisse confiança aos seus parceiros e colaboradores.
Para qualquer associação artística há desafios em todas as direções, mas em nenhum momento se imaginou uma União Para as Artes Plásticas com estilo gerencial inclinado para o paternalismo ou para o isolamento. Nossa proposta é a de um cooperativismo que estabeleça novas relações entre os artistas, e destes com parceiros e com a administração pública. Em outras palavras: menos conflitos e ineficiências administrativas, e mais reconhecimento e lealdade.
Por ser a primeira, nossa gestão tomou para si um objetivo em especial, qual seja o de construir uma identidade para a União. Mas isso não exclui os associados, muito pelo contrário. Se você acha importante que se faça um trabalho dedicado a valorizar a arte popular, qualquer que seja a sua linguagem preferida, você pode fazer muito mais do que comprar uma pintura ou um ingresso para espetáculo.
Venha associar-se
como artista, colaborador ou parceiro. Traga o seu talento e também as suas idéias, junte à nossa a sua
alma de artista.
Como o grupo que exerce a primeira gestão é o mesmo que definiu a identidade institucional da União, na forma estabelecida pelo Estatuto Social, as suas ações deverão ser compreendidas como coerentes, canalizadas para atingir resultados prioritários no sentido de estabelecer na prática esta identidade. Então, por exemplo, se tem aplicado todos os recursos disponíveis na criação e implementação de um projeto inicial patrocinado. Porque este mesmo grupo concebeu e incluiu no estatuto, que a União não seria mantida por contribuições compulsórias de seus associados, como mensalidades. Ou seja, ela não está impedida de receber contribuições, mas depende de executar projetos patrocinados para atingir seus objetivos.
Esta opção é muito mais importante do que pode parecer à primeira vista. Não se pretendeu exatamente poupar o corpo social da obrigatoriedade de pagar mensalidades, mas sim criar uma cultura associativa própria e participativa, uma estrutura de funcionalidades diretivas compatível e versátil... Enfim, uma identidade que não ficasse apenas no papel. Isso poderá tornar maiores as dificuldades iniciais, até que se implementem os primeiros projetos. No entanto, em um estágio seguinte, espera-se que não haja dúvidas sobre a sua identidade, ou a sua competência, e a imagem de projetos artísticos esteja integrada à sua marca.